Fique atento com a Reforma da Previdência Social, pois é um tema em voga, e atingirá todos os segurados. Com efeito, o presente texto irá apenas destacar as mudanças na aposentadoria especial com eletricidade.
Primeiramente iremos esclarecer as regras atuais, passando por seus requisitos e provas. Após isso, abordará sobre a reforma da previdência social e aposentadoria com eletricidade.
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Table of Contents
Toggle- O QUE É A APOSENTADORIA ESPECIAL?
- QUAIS OS REQUISITOS PARA A APOSENTADORIA ESPECIAL NA REGRA ATUAL?
- COMO FAÇO PARA COMPROVAR OS AGENTES PREJUDICIAIS A MINHA SAÚDE OU INTEGRIDADE FÍSICA?
- EXISTEM OUTROS MEIOS DE PROVA?
- O REQUISITO IDADE DEVE SER RESPEITADO?
- ATÉ QUANDO O INSS CONSIDERA O TRABALHO COM ELETRICIDADE ESPECIAL?
- SE EU JÁ SOU APOSENTADO, POSSO MELHORAR MEU BENEFÍCIO?
- O QUE É A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL?
- A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL IRÁ MUDAR AS REGRAS DA APOSENTADORIA ESPECIAL?
- Perda de autonomia, equipe e projetos após o câncer
- Escala 12×36: 7 Dúvidas com o Fim da 6×1
- Demissão por opinião política: seu patrão pode te demitir?
- Readaptação após câncer: sinais de risco à carreira
- Retorno ao trabalho após câncer
- Testemunha trabalhista: como escolher e quem pode depor
O QUE É A APOSENTADORIA ESPECIAL?
A aposentadoria especial com eletricidade é um dos benefícios do INSS. Esse benefício é vantajoso por dois motivos: Independe de idade mínima, e o valor é mais alto que a aposentadoria comum.
A fim de se informar mais detalhadamente, acesse nosso texto: TENHA UMA APOSENTADORIA ANTECIPADA COM A ELETRICIDADE e veja esses critérios.
Inegavelmente por ser um benefício mais vantajoso, será exigido mais dedicação na sua concessão. Portanto, é importante juntar toda a documentação exigida e não falhar com as exigências feitas pelo INSS.
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QUAIS OS REQUISITOS PARA A APOSENTADORIA ESPECIAL NA REGRA ATUAL?
Para ser viável conseguir a aposentadoria especial nas regras atuais, em primeiro lugar é conhecer todos os requisitos desse benefício. Ou seja, conhecer a aposentadoria especial com eletricidade. Tais requisitos precisam ser cumpridos e comprovados:
- 1º) trabalho com exposição a tensão elétrica superior a 250 Volts. Pode ser que o segurado tenha trabalhado com outros agentes prejudiciais: ruído, agentes químicos, pintura, etc. Todos eles irão servir de base para o tempo de serviço especial.
- 2º) trabalho nestas condições por pelo menos 25 anos.
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Com efeito, os dois requisitos acima expostos são os únicos exigidos pela legislação previdenciária. A partir disso, é importante saber como comprová-los.
COMO FAÇO PARA COMPROVAR OS AGENTES PREJUDICIAIS A MINHA SAÚDE OU INTEGRIDADE FÍSICA?
Um dos requisitos da aposentadoria especial com eletricidade é comprovar os agentes prejudiciais. Ou seja, é importantíssimo provar com documentos que você esteve exposto a tensão elétrica superior a 250 Volts.
A princípio essa comprovação é feita com a apresentação do documento chamado PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário). Para saber como obter este documento, veja nosso texto COMO CONSEGUIR O PPP PARA O PROFISSIONAL DA ÁREA ELÉTRICA.
EXISTEM OUTROS MEIOS DE PROVA?
Caso não consiga o PPP, é possível comprovar os requisitos da aposentadoria especial com eletricidade de outras formas.
É provável que você conheça um ex-colega que tenha o PPP, e esse amigo trabalhou no mesmo setor. Sim, peça uma cópia autenticada do documento e junto no seu pedido. O INSS aceita como meio de comprovar os agentes prejudiciais.
Outra forma utilizada são os laudos periciais feitos na Justiça do Trabalho ou também, àqueles feitos na Justiça Federal.
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Poderá utilizar seus holerites que mostram o recebimento de adicional de periculosidade ou insalubridade. No nosso e-book (que pode ser acessado https://docs.google.com/presentation/d/1GQnElsDgJDqDrXCxN2UhI54fAQh17Ky0/edit?usp=drive_link&ouid=108585008043658507231&rtpof=true&sd=truehttps://bit.ly/bloglucastubino/?/ebook-aposentadoria-eletricitario ), contém diversas informações de como comprovar as atividades especiais.
Além da forma documental das provas, poderá ter testemunhas. Com efeito, essa testemunha não irá comprovar os agentes nocivos, mas será importante para esclarecer como era feito o trabalho. Ou seja, como manuseava os equipamentos, se tinha algum agente prejudicial a saúde ou integridade física.
Caso tenha feito algum curso de especialização, enquanto estava trabalhando, será outro meio de provar.
Em resumo, não apenas o PPP comprova os agentes prejudiciais a saúde. Existem outros inúmeros meios de prova. Saiba e tenha uma chance melhor de comprovar os requisitos da aposentadoria especial com eletricidade.
O REQUISITO IDADE DEVE SER RESPEITADO?
Este benefício independe de idade. Em outras palavras, não importa a idade, desde que o profissional tenha 25 anos de trabalho exposto a agentes prejudiciais, há o direito ao benefício.
Portanto, caso o trabalhador tenha desenvolvido atividades em mais de um setor, ou em outras funções, pode acumular os tempos. Assim, conseguirá esse benefício com a exposição a tensão elétrica acima de 250 Volts.
Ou seja, não precisa comprovar 25 anos de trabalho exclusivo em setor que envolva eletricidade. Só para exemplificar, parte do período pode ser trabalhado em indústrias químicas, outra parte pode ser trabalhado em contato com eletricidade acima de 250 Volts e outra parte em frigoríficos.
ATÉ QUANDO O INSS CONSIDERA O TRABALHO COM ELETRICIDADE ESPECIAL?
Conforme destacado anteriormente, a aposentadoria especial com eletricidade só será concedida quando cumprir os seus requisitos. Um deles é a presença de tensão elétrica acima dos 250 Volts, desde que devidamente comprovado.
Todavia, o INSS só considerará a eletricidade como agente prejudicial a sua saúde até 05/03/1997. Por isso, após esse período não é mais agente nocivo pelo rol da legislação previdenciária.
Algumas consequências podem ocorrer:
- Primeiramente seu benefício pode ser indeferido, por não ter 25 anos de trabalho com agente nocivo, e nem 35 anos de tempo de serviço, para uma aposentadoria comum; ou,
- Em segundo lugar, poderá ser concedida uma aposentadoria diferente daquela que sempre teve o desejo.
A partir disso, é importante procurar um advogado especialista em Direito Previdenciário. Será ele que indicará os melhores caminhos a serem perseguidos.
Certamente, ele tratará com você, que os Tribunais Superiores têm considerado especial a eletricidade. Ou seja, o serviço com eletricidade acima de 250 Volts, mesmo após 05/03/1997.
SE EU JÁ SOU APOSENTADO, POSSO MELHORAR MEU BENEFÍCIO?
É frequente o aposentado não ter aproveitado o tempo de trabalho com agentes prejudiciais no cálculo da aposentadoria. Não apenas aqueles que vão se aposentar, como também quem já se aposentaram podem pleitear uma revisão.
Ou seja, quem já se aposentou ainda tem a possibilidade de revisar o valor de sua aposentadoria. Para isso deve demonstrar ao INSS que trabalhou exposto a agentes prejudiciais à saúde, no caso, a tensão elétrica acima de 250 Volts.
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Portanto, o trabalho com eletricidade tem aposentadoria antecipada ou melhorada caso haja prova dos agentes nocivos.
O QUE É A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL?

Tanto se discute sobre a PEC 287/2016 ou outro “suposto” meio de reformar a Previdência Social. Antes de tudo, há poucas certezas sobre a Reforma da Previdência Social. Uma delas é que direitos serão reduzidos e será mais difícil aposentar.
Conquanto abordou-se acima, é importante destacar as supostas mudanças discutidas no Congresso Nacional. Assim, como escrevemos acima, falaremos das pretensões do governo na Reforma da Previdência Social e Aposentadoria Especial com eletricidade.
A Reforma da Previdência Social é um mecanismo utilizado pelo Poder Executivo, junto com o Poder Legislativo.
Assim, após tantos quantos anos forem de um sistema previdenciário, visualizam a “prejudicialidade” desse sistema no atuarial do Estado, e tentam modifica-lo.
Muitas das vezes, a reforma não vem para melhorar em nada a vida dos segurados, como é o caso da atual discussão.
As prováveis mudanças serão muitas, mas o atual governo está discutindo se manterá as propostas que tramitam no Congresso Nacional. Portanto, é hora de esperar e de se preparar.
Apesar de não sabermos o que ocorrerá, indicamos que todos os segurados que estão prestes a se aposentar, planejem-se.
A REFORMA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL IRÁ MUDAR AS REGRAS DA APOSENTADORIA ESPECIAL?
Sim, as regras da aposentadoria especial com eletricidade serão modificadas.
Pela PEC 287/2016, estão discutindo o seguinte:
- Comprovar efetivamente o prejuízo a saúde, por meio de laudos médicos, para computar o tempo especial.
- Passa a desproteger o segurado, com a concessão de aposentadoria especial, para então, colocar uma forma de “indenização”.
- A fórmula de cálculo mudará.
- O tempo mínimo de contribuição será de 20 anos.
- Necessária a idade mínima de 55 anos.
Esses são os principais pontos de mudanças que tem-se discutido na “suposta” Reforma.
Como resultado, temos uma situação muito inconsistente no cenário previdenciário. Dessa forma, a reforma da previdência social e aposentadoria especial com eletricidade será muito prejudicial. Assim, é o momento para reflexão e cuidado. Também indicamos que sempre se planejem.
EM CONCLUSÃO….
É provável que o atual governo modifique a PEC 287/2016, ou que nem tenha uma reforma como proposta. Não sabemos ao certo. Assim, as informações acima lançadas, foram com base na atual redação da PEC.
Podemos observar que as mudanças acontecerão, e é o momento de se planejar.
Busque com um advogado especialista previdenciário saber sobre sua vida contributiva. Como estão seus vínculos de trabalho, as provas dos agentes nocivos. Saiba também os cálculos da aposentadoria especial e da aposentadoria comum.
Não deixe passar a oportunidade de ter a concessão de um benefício vantajoso, se você tem esse direito.



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Perda de autonomia, equipe e projetos após o câncer
O retorno ao trabalho depois de um tratamento de câncer de mama deveria representar a retomada da vida profissional. Entretanto, algumas mulheres encontram uma realidade diferente: continuam empregadas, recebem o mesmo salário, mas descobrem que perderam a autonomia, a equipe que coordenavam e os projetos que antes estavam sob sua responsabilidade. Em determinadas situações de esvaziamento de função, a trabalhadora sequer recebe uma explicação clara. Suas funções são gradualmente transferidas para outros profissionais, sua participação em decisões diminui e as oportunidades de crescimento começam a desaparecer. Mas será que a empresa pode retirar essas responsabilidades depois de um afastamento por câncer? E quando essa mudança deixa de ser uma reorganização legítima e passa a representar discriminação? A resposta depende das circunstâncias, mas existe um ponto fundamental: manter o emprego e o salário não significa, necessariamente, que todos os direitos profissionais estejam sendo respeitados. A empresa pode mudar as funções após o retorno do tratamento? A empresa possui o direito de organizar suas atividades, distribuir responsabilidades e modificar determinados procedimentos internos. Durante um afastamento prolongado, por exemplo, pode ser necessário transferir temporariamente projetos ou designar outra pessoa para coordenar uma equipe. Entretanto, esse poder de organização possui limites. O artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estabelece que as alterações contratuais devem respeitar os requisitos legais e não podem provocar prejuízos diretos ou indiretos ao empregado, ressalvadas as exceções previstas na legislação. Isso significa que uma mudança de função pode ser questionada quando representa um rebaixamento profissional ilícito, uma perda injustificada de responsabilidades ou uma forma de discriminação. Preste bastante atenção nesse ponto: a empresa não pode presumir que uma trabalhadora perdeu sua capacidade profissional simplesmente porque enfrentou um câncer. Leia também APRENDA COMO CONSEGUIR A APOSENTADORIA POR INVALIDEZ NO INSSO tratamento pode provocar limitações que precisam ser consideradas. Entretanto, essas limitações devem ser avaliadas individualmente, sem transformar o diagnóstico em justificativa para afastar a mulher de atividades que continua capacitada para exercer. Esvaziamento de função: perder equipe e projetos é rebaixamento? Sim, dependendo das circunstâncias. Imagine uma coordenadora que, antes do diagnóstico de câncer de mama, liderava uma equipe de dez pessoas, participava de reuniões estratégicas e administrava projetos importantes. Durante o tratamento, outra profissional assume temporariamente essas responsabilidades. Quando a coordenadora retorna, percebe que não possui mais subordinados, deixou de participar das decisões e passou a executar apenas tarefas administrativas secundárias. Apesar disso, o cargo registrado e o salário permanecem exatamente iguais. Essa situação pode caracterizar esvaziamento de função ou alteração contratual prejudicial, mesmo sem redução salarial. Isso acontece porque o prejuízo profissional não precisa ser exclusivamente financeiro. A retirada de atribuições relevantes pode comprometer a posição hierárquica, o reconhecimento profissional e as oportunidades de desenvolvimento da trabalhadora. Entretanto, nem toda redistribuição de atividades será ilegal. É necessário verificar se houve uma reorganização empresarial legítima, se existem razões objetivas para a mudança e quais consequências ela provocou. A investigação deve considerar a realidade do trabalho antes e depois do afastamento. Quando a retirada de responsabilidades pode representar discriminação? A discriminação pode ocorrer quando a trabalhadora recebe tratamento profissional desfavorável em razão do diagnóstico de câncer, de seu histórico de tratamento ou de preconceitos relacionados à sua capacidade. A Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias que prejudiquem o acesso ou a manutenção da relação de trabalho. Imagine que a empresa retire a liderança de uma profissional afirmando que ela precisa evitar preocupações depois do câncer, mesmo sem existir recomendação médica que impeça o exercício daquela função. Leia também REGRAS DA APOSENTADORIA NO INSS EM 2024: APRENDA TUDO A RESPEITOEmbora a justificativa pareça demonstrar cuidado, ela pode esconder uma decisão baseada em suposições sobre a capacidade da trabalhadora. Proteger a saúde não é a mesma coisa que retirar oportunidades profissionais. Quando existem limitações médicas, a empresa deve avaliar adaptações compatíveis com essas restrições. Entretanto, a necessidade de adaptação não autoriza automaticamente o afastamento de projetos, decisões ou funções de liderança. A doença não elimina a experiência, o conhecimento e as competências construídas ao longo da carreira. Por isso, quando a perda de responsabilidades acontece especificamente após o tratamento, é importante investigar se existem motivos legítimos ou indícios de tratamento discriminatório. A empresa pode manter o salário e prejudicar a carreira da trabalhadora? Sim. A manutenção da remuneração não impede que existam prejuízos profissionais relevantes. Uma trabalhadora pode continuar recebendo o mesmo salário, mas deixar de participar de projetos importantes, perder oportunidades de promoção e ser afastada das decisões que antes integravam suas responsabilidades. Com o passar do tempo, essa situação pode comprometer sua trajetória dentro da empresa. Em casos mais graves, a retirada sistemática de atividades também pode integrar um contexto de isolamento profissional ou assédio moral, dependendo da gravidade, da forma e das circunstâncias das condutas. Entretanto, é importante não confundir toda mudança organizacional com discriminação. A empresa pode reorganizar equipes e projetos por necessidades reais de funcionamento. O que precisa ser investigado é se a decisão possui fundamento objetivo ou se foi motivada pelo histórico de saúde da empregada. Essa distinção é essencial para identificar uma possível violação trabalhista. Como provar o esvaziamento de função após o câncer? A trabalhadora deve procurar documentar as mudanças ocorridas antes e depois do afastamento. Avaliações de desempenho, descrições de cargo, organogramas, mensagens profissionais e registros de projetos podem ajudar a demonstrar quais eram suas responsabilidades e como elas foram modificadas. Leia também Adicional de Insalubridade: 3 Graus, Cálculo e DireitosTambém é importante verificar as justificativas apresentadas pela empresa e se outros profissionais em situações semelhantes receberam o mesmo tratamento. A proximidade entre o retorno e a retirada das funções pode constituir um indício relevante, mas não comprova, isoladamente, a discriminação. Dependendo dos fatos e das provas disponíveis, poderão ser discutidas medidas relacionadas a alterações contratuais ilícitas, práticas discriminatórias e eventual reparação pelos prejuízos sofridos. Por isso, a orientação jurídica especializada é fundamental antes de tomar decisões que possam afetar o vínculo de emprego. Perguntas frequentes sobre esvaziamento de função Pergunta Resposta O que é esvaziamento de função? É a

Escala 12×36: 7 Dúvidas com o Fim da 6×1
A mudança na jornada de trabalho já está chegando aos restaurantes de shopping centers. Segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo, em 25 de outubro de 2026, diversos estabelecimentos estão substituindo a tradicional escala 6×1 pela escala 12×36, na qual o empregado trabalha 12 horas e descansa 36 horas. A mudança acompanha o debate sobre a redução da jornada semanal de trabalho. Entretanto, é importante que os trabalhadores conheçam seus direitos antes de aceitar uma nova escala. Se tiver dúvidas sobre a sua situação, você pode conversar com um especialista. Como funciona a escala 12×36? Na escala 12×36, o empregado trabalha durante 12 horas consecutivas e, depois, tem direito a 36 horas ininterruptas de descanso. Na prática, isso significa trabalhar em dias alternados, com aproximadamente 15 plantões por mês. Embora ofereça períodos maiores de descanso, essa jornada também exige atenção, pois trabalhar 12 horas seguidas pode ser bastante cansativo, especialmente em restaurantes, onde os empregados costumam permanecer muito tempo em pé. Restaurante pode trocar a escala 6×1 pela 12×36? A mudança não deve ser imposta de qualquer maneira. O artigo 59-A da CLT permite a adoção da jornada 12×36 mediante acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva, observadas as regras aplicáveis à categoria. Além disso, a empresa deve respeitar os direitos do empregado e verificar se existem exigências específicas previstas na convenção coletiva. A alteração contratual também não pode representar prejuízos ilícitos ao trabalhador. Quais direitos continuam valendo na escala 12×36? Mesmo trabalhando em dias alternados, o empregado continua tendo direito ao salário, férias, 13º salário, FGTS e demais benefícios previstos na legislação e nas normas coletivas. O intervalo para alimentação e descanso também deve ser respeitado ou indenizado quando não concedido, conforme as regras legais. Além disso, o trabalhador que exerce atividades noturnas deve receber o adicional correspondente, quando devido. Leia também APRENDA COMO CONSEGUIR A APOSENTADORIA POR INVALIDEZ NO INSSA escala 12×36 não autoriza a empresa a exigir jornadas excessivas ou desrespeitar os períodos de descanso. Mudança irregular de jornada: como reunir provas Se a empresa alterar sua escala sem observar as exigências legais, exigir trabalho durante as 36 horas de descanso ou deixar de pagar direitos trabalhistas, é importante reunir provas. Guarde cartões de ponto, escalas de trabalho, holerites e mensagens da empresa. Testemunhas também podem ajudar a comprovar irregularidades. Com essas informações, procure um advogado trabalhista para avaliar a situação e verificar quais direitos podem ser reivindicados. Perguntas frequentes sobre a escala 12×36 Pergunta Resposta Quantos plantões por mês tem a escala 12×36? Na escala 12×36, o empregado trabalha em dias alternados, o que costuma resultar em cerca de 15 plantões por mês. O número exato varia conforme o mês e a organização da escala pela empresa. A escala 12×36 pode ser adotada por acordo individual? Sim. O art. 59-A da CLT admite a escala 12×36 por acordo individual escrito, acordo coletivo ou convenção coletiva, e o STF reconheceu a validade dessa previsão em 2023. Ainda assim, é preciso verificar se a convenção coletiva da categoria traz regras específicas. Quem trabalha na escala 12×36 recebe feriado em dobro? Pela regra geral do parágrafo único do art. 59-A da CLT, a remuneração mensal da escala 12×36 já abrange o descanso semanal remunerado e os feriados, que são considerados compensados. A convenção coletiva da categoria pode prever condição mais favorável, por isso vale conferir o documento. Na jornada 12×36 existe intervalo para refeição? Sim. O intervalo para repouso e alimentação deve ser concedido durante o plantão. Quando não é concedido, a lei determina que ele seja indenizado ao trabalhador. O fim da escala 6×1 obriga a empresa a adotar a 12×36? Não. A Emenda Constitucional nº 141/2026, promulgada em 16 de outubro de 2026, trata do fim da escala 6×1, mas não impõe a jornada 12×36. Essa escala é uma das alternativas previstas na CLT e depende de acordo escrito ou de norma coletiva. Trabalhar além de 12 horas na escala 12×36 gera hora extra? Sim. O tempo trabalhado além das 12 horas do plantão deve ser pago como hora extra. Dependendo da frequência, a Justiça do Trabalho pode considerar o regime descaracterizado, o que exige análise do caso concreto. O que fazer se a empresa exigir trabalho nas 36 horas de descanso? Reúna cartões de ponto, escalas, holerites e mensagens que mostrem o trabalho no período de folga. Esse tempo pode gerar direito a horas extras e reflexos em outras verbas. Para analisar o seu caso específico, converse com um advogado especialista. Fim da escala 6×1: mais folga sem abrir mão de direitos A substituição da escala 6×1 pela jornada 12×36 pode representar mais dias de descanso, mas isso não significa que seja automaticamente mais vantajosa para todos. Leia também APOSENTADORIA ESPECIAL DO ELETRICISTA: Veja como funciona e valor atualizadoO importante é que qualquer alteração respeite a legislação, os acordos coletivos e a saúde do empregado. Ter mais folgas não significa abrir mão de direitos trabalhistas. O escritório Advocacia Lucas Tubino está à disposição para esclarecer dúvidas sobre mudanças na jornada de trabalho, horas extras e demais direitos trabalhistas. Entre em contato conosco!

Demissão por opinião política: seu patrão pode te demitir?
As eleições terminaram. Um candidato venceu, outro perdeu. Entretanto, para alguns trabalhadores, o resultado das urnas pode representar o início de um problema muito maior: o medo de perder o emprego simplesmente porque o patrão não aceita sua escolha política. É a chamada demissão por opinião política. Imagine duas situações. Na primeira, o candidato apoiado pelo seu patrão perdeu a eleição. Inconformado com o resultado, ele descobre que você apoiava o candidato vencedor e decide te demitir. Na segunda, acontece o contrário: o candidato do seu patrão venceu, mas ele sabe que você apoiou a candidatura derrotada e resolve te dispensar por esse motivo. Nas duas situações, a demissão motivada pela opinião política do trabalhador pode configurar dispensa discriminatória e também se enquadrar como assédio eleitoral nas relações de trabalho. Preste bastante atenção nesse ponto: o problema jurídico não está em qual candidato venceu ou perdeu. Está no empregador utilizar seu poder econômico e sua posição de autoridade para perseguir alguém por uma convicção política. Vamos entender quais são os direitos do trabalhador, o que a legislação determina e quais medidas podem ser tomadas quando a liberdade política é utilizada como motivo para uma demissão. Demissão por opinião política é permitida pela lei? Não. O empregador não pode utilizar a preferência política do empregado como justificativa discriminatória para encerrar o contrato de trabalho. É verdade que, em regra, a legislação brasileira permite a dispensa sem justa causa, mediante o cumprimento das obrigações trabalhistas. Entretanto, essa possibilidade não representa autorização para demitir por qualquer motivo. A Constituição Federal estabelece limites ao poder do empregador. O artigo 5º, inciso VIII, protege as pessoas contra a privação de direitos por suas convicções políticas. O artigo 14 assegura o voto secreto, enquanto os princípios constitucionais da igualdade, liberdade e dignidade humana também devem ser respeitados nas relações de trabalho. Além disso, a Lei nº 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias para acesso ou manutenção do emprego, fornecendo fundamento para questionar judicialmente uma dispensa motivada por preconceito político. Percebe como isso é importante? O patrão pode ter suas próprias preferências eleitorais, mas não pode transformar essas preferências em condição para que você continue empregado. Caso 1: o candidato do patrão perdeu e você apoiou o vencedor Imagine que você trabalha há vários anos em determinada empresa. Durante a campanha eleitoral, seu empregador demonstrou publicamente apoio a um candidato, enquanto você manifestou preferência pela candidatura adversária. Terminada a eleição, o candidato defendido pelo patrão perde. Nos dias seguintes, o ambiente profissional muda. Você começa a receber comentários ofensivos, cobranças excessivas e ameaças veladas. Pouco tempo depois, recebe a notícia de que será dispensado. Se ficar demonstrado que a verdadeira razão da demissão foi sua escolha política, estaremos diante de uma possível dispensa discriminatória. Leia também APRENDA COMO CONSEGUIR A APOSENTADORIA POR INVALIDEZ NO INSSO empregador não pode utilizar a derrota eleitoral de seu candidato como justificativa para retaliar empregados que pensam de maneira diferente. Isso permanece verdadeiro mesmo quando a empresa paga corretamente todas as verbas rescisórias. O pagamento de aviso-prévio, férias, décimo terceiro salário e FGTS não torna lícita uma dispensa praticada por discriminação política. A consequência jurídica ultrapassa o recebimento das verbas rescisórias, com eventual reparação pelos danos sofridos. Caso 2: o candidato do patrão ganhou e você apoiou o derrotado Agora imagine o cenário inverso. Seu patrão comemorou a vitória de seu candidato. Entretanto, sabe que você defendia outra candidatura e considera que funcionários com opiniões políticas diferentes não devem permanecer na empresa. Depois da eleição, começa a identificar trabalhadores que apoiaram o candidato derrotado e decide dispensá-los. Essa situação também pode configurar dispensa discriminatória e assédio eleitoral. A vitória eleitoral não concede ao empregador qualquer autorização para perseguir funcionários. Da mesma maneira, a derrota do candidato escolhido pelo trabalhador não diminui seus direitos constitucionais. O contrato de trabalho exige o cumprimento das obrigações profissionais, mas não exige fidelidade política ao empregador. Preste bastante atenção: se a empresa decide manter apenas trabalhadores alinhados à preferência partidária de seus dirigentes, a liberdade política passa a funcionar como critério de permanência no emprego. Essa prática pode ser juridicamente questionada. Portanto, independentemente do resultado das urnas, a proteção é a mesma. Nem a vitória nem a derrota de um candidato justificam a perseguição política no ambiente de trabalho. Assédio eleitoral e dispensa discriminatória são a mesma coisa? Embora estejam relacionados, esses conceitos precisam ser compreendidos separadamente. O assédio eleitoral nas relações de trabalho envolve práticas de discriminação, intimidação, constrangimento ou pressão relacionadas ao exercício dos direitos políticos do trabalhador. A Resolução nº 355/2023 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho, com as alterações posteriores, contempla tanto a discriminação fundada em convicção política quanto as práticas destinadas a influenciar ou manipular o voto, o apoio ou a manifestação política do empregado. Isso significa que o problema não se limita às ameaças feitas antes da votação. A perseguição relacionada a uma eleição pode continuar depois da divulgação dos resultados. Por sua vez, a dispensa discriminatória ocorre quando o rompimento do contrato é motivado por um fator discriminatório juridicamente proibido, como a convicção política do empregado. Imagine que, durante a campanha, o patrão ameace demitir quem apoiar determinado candidato. Essa ameaça pode caracterizar assédio eleitoral, mesmo que ninguém seja efetivamente dispensado. Se, depois da eleição, o patrão concretizar a ameaça e demitir os empregados por sua orientação política, a conduta também poderá configurar dispensa discriminatória. Assim, o mesmo conjunto de fatos pode envolver assédio eleitoral, dispensa discriminatória e responsabilidade por danos morais, conforme as circunstâncias demonstradas. Leia também APOSENTADORIA ESPECIAL DO ELETRICISTA: Veja como funciona e valor atualizadoÉ importante esclarecer que nem toda discussão política no trabalho constitui assédio. O que caracteriza a irregularidade é a existência de discriminação, coação ou outra conduta abusiva juridicamente relevante. Quais os direitos após uma demissão por opinião política? Quando a Justiça do Trabalho reconhece uma dispensa discriminatória, podem existir consequências muito diferentes das de uma demissão sem justa causa comum. O artigo 4º da Lei nº 9.029/1995 prevê, além da reparação por dano

Readaptação após câncer: sinais de risco à carreira
Voltar ao trabalho depois de enfrentar um câncer de mama deveria representar a retomada da vida profissional. Entretanto, para algumas mulheres, a readaptação após câncer revela uma situação preocupante: a empresa mantém o emprego, mas retira responsabilidades, modifica funções ou reduz as oportunidades de crescimento. A trabalhadora que antes liderava equipes, participava de decisões importantes e desenvolvia projetos estratégicos pode descobrir que seu espaço foi ocupado por outra pessoa. Em alguns casos, continua recebendo o mesmo salário, mas perde autonomia e deixa de exercer atividades relevantes. Será que o tratamento de câncer pode justificar essas mudanças? A empresa pode readaptar a trabalhadora e, ao mesmo tempo, comprometer sua carreira? A resposta depende das condições de saúde, das necessidades reais de adaptação e dos motivos que levaram à alteração das funções. Readaptação após câncer: o que a empresa precisa considerar? O retorno ao trabalho após o tratamento de câncer de mama nem sempre acontece com a recuperação integral das condições físicas anteriores. Algumas mulheres permanecem com fadiga, dores, limitações de movimento ou dificuldades de concentração. Dependendo da intensidade dessas condições e das atividades profissionais desempenhadas, pode ser necessário modificar tarefas ou adaptar o ambiente de trabalho. A Constituição Federal, no artigo 7º, inciso XXII, assegura a redução dos riscos inerentes ao trabalho. Além disso, as Normas Regulamentadoras nº 7 e nº 17 estabelecem diretrizes relacionadas à saúde ocupacional e à adequação das condições de trabalho. Isso significa que a empresa deve avaliar eventuais restrições médicas e verificar se as atividades exigidas são compatíveis com a capacidade funcional da trabalhadora. Preste bastante atenção nesse ponto: readaptar uma função não significa retirar automaticamente a importância profissional da empregada. A finalidade da adaptação deve ser permitir que ela continue trabalhando em condições seguras, respeitando suas limitações efetivas. Leia também Adicional de Insalubridade: 3 Graus, Cálculo e DireitosQuando as sequelas de longo prazo caracterizam deficiência nos termos da legislação, também podem ser aplicáveis as garantias de adaptação razoável e igualdade de oportunidades previstas na Lei Brasileira de Inclusão. A empresa pode considerar a trabalhadora menos capaz após o câncer? O diagnóstico de câncer, isoladamente, não significa incapacidade profissional. Uma mulher pode ter passado por cirurgia, quimioterapia ou radioterapia e continuar plenamente capacitada para exercer funções de liderança, realizar atividades intelectuais e assumir responsabilidades. Da mesma maneira, a existência de uma limitação física específica não significa incapacidade para todas as atividades do cargo. Imagine uma gerente que, após o tratamento, apresenta dificuldades para realizar determinadas atividades físicas, mas mantém suas competências para coordenar equipes e administrar projetos. Se a empresa decide retirar sua liderança apenas porque acredita que ela não suporta mais responsabilidades, sem avaliação objetiva de sua capacidade, essa conduta pode apresentar indícios de discriminação. É importante distinguir duas situações: adaptar o trabalho por uma necessidade real de saúde é diferente de excluir a profissional por presumir que a doença diminuiu sua competência. A primeira medida pode ser necessária. A segunda pode violar direitos trabalhistas. Perder equipe e projetos após o retorno: o esvaziamento da função é ilegal? Sim, dependendo das circunstâncias. O artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece limites às alterações contratuais que causem prejuízos diretos ou indiretos ao empregado, observadas as exceções legais. Isso significa que a manutenção do salário não afasta, por si só, a possibilidade de uma alteração contratual prejudicial. Imagine uma coordenadora que, antes do afastamento, liderava uma equipe de oito pessoas e participava das decisões estratégicas da empresa. Durante o tratamento, outra profissional assume temporariamente suas responsabilidades. Leia também APOSENTADORIA ESPECIAL DO ELETRICISTA: Veja como funciona e valor atualizadoQuando retorna, ela continua com o mesmo cargo registrado e a mesma remuneração, mas já não possui subordinados, não participa das reuniões e recebe apenas atividades secundárias. Nesse cenário, é necessário investigar os motivos da mudança. A empresa pode reorganizar sua estrutura e redistribuir responsabilidades por razões legítimas. Entretanto, quando a retirada de atribuições acontece em razão do histórico de câncer, sem justificativa funcional adequada, pode existir discriminação ou esvaziamento prejudicial da função. O risco, portanto, não está apenas em perder o emprego. Está também em permanecer contratada, mas perder progressivamente o espaço profissional construído ao longo dos anos. A readaptação pode travar promoções e o plano de carreira? A readaptação não deve ser utilizada como instrumento de punição ou exclusão profissional. Quando existem limitações de saúde, a empresa precisa considerar medidas compatíveis com essas restrições. Isso não significa que toda alteração será proibida ou que a trabalhadora possui direito absoluto de manter exatamente as mesmas atribuições. Entretanto, mudanças injustificadas podem afetar oportunidades de promoção, participação em projetos, reconhecimento profissional e perspectivas de carreira. Nos casos em que a trabalhadora se enquadra legalmente como pessoa com deficiência, o artigo 34 da Lei nº 13.146/2015 protege expressamente a igualdade de oportunidades de ascensão profissional, acesso a treinamentos e planos de carreira. Fora dessas situações, continuam aplicáveis as regras gerais da legislação trabalhista e a proteção contra práticas discriminatórias. Percebe como isso é importante? Uma empresa pode afirmar que está protegendo a saúde da empregada e, na prática, afastá-la de oportunidades para as quais ela continua plenamente capacitada. Por isso, é indispensável avaliar se as mudanças possuem fundamento médico, organizacional ou contratual legítimo, ou se representam tratamento desigual relacionado à doença. Carreira em risco após o tratamento: o que fazer? A trabalhadora que percebe mudanças significativas após o tratamento deve procurar compreender e documentar o que aconteceu. Leia também APRENDA COMO CONSEGUIR A APOSENTADORIA POR INVALIDEZ NO INSSÉ importante verificar quais eram suas responsabilidades antes do afastamento, quais atividades foram retiradas, quais justificativas foram apresentadas e se existem restrições médicas que realmente fundamentem as alterações. Avaliações de desempenho, descrições de cargo, comunicações profissionais e documentos médicos podem ser relevantes para essa análise, desde que obtidos e utilizados legitimamente. Dependendo das circunstâncias, poderá ser necessário investigar alterações contratuais prejudiciais, práticas discriminatórias ou descumprimento das obrigações relacionadas à saúde ocupacional. A atuação de um advogado trabalhista especializado é importante para distinguir mudanças empresariais legítimas de situações que possam justificar medidas de

Retorno ao trabalho após câncer
Voltar ao trabalho após câncer de mama e todo o tratamento representa uma conquista importante. Entretanto, para muitas mulheres, esse retorno vem acompanhado de uma preocupação: a empresa pode exigir o mesmo desempenho de antes, mesmo quando ainda existem limitações provocadas pela doença ou pelo tratamento? A questão merece atenção porque o encerramento da quimioterapia, da radioterapia ou de uma etapa cirúrgica não significa, necessariamente, recuperação completa. Algumas trabalhadoras continuam enfrentando fadiga, dores, limitações de movimento e dificuldades de concentração que podem interferir diretamente no desempenho profissional. E aqui existe um ponto fundamental: a empresa pode cobrar produtividade, mas não pode ignorar as condições de saúde da trabalhadora. A empresa deve adaptar a função no trabalho após câncer? A resposta depende das limitações apresentadas pela trabalhadora e das atividades que ela desempenha. A legislação não estabelece que toda pessoa que passou por tratamento de câncer tem direito automático à redução de jornada, diminuição de metas ou mudança de função. Entretanto, o empregador possui o dever de preservar condições adequadas de saúde e segurança no ambiente de trabalho. O artigo 7º, inciso XXII, da Constituição Federal assegura a redução dos riscos inerentes ao trabalho. Já a Norma Regulamentadora nº 17 (NR-17) estabelece parâmetros para adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Isso significa que, quando existem restrições médicas relevantes, a empresa deve avaliar a compatibilidade entre essas restrições e as atividades exigidas. Imagine uma trabalhadora que passou por uma cirurgia de câncer de mama e apresenta dificuldade para movimentar um dos braços. Antes do tratamento, sua função exigia movimentos repetitivos e levantamento frequente de materiais. Se ela retorna com recomendação médica para evitar determinados esforços, a empresa não deve simplesmente desconsiderar essa orientação e exigir o desempenho das mesmas tarefas nas condições anteriores. Leia também Adicional de Insalubridade: 3 Graus, Cálculo e DireitosNesse caso, pode ser necessário adaptar atividades, modificar procedimentos ou avaliar outras funções compatíveis com sua capacidade laboral. Preste bastante atenção: adaptar a função não significa deixar de exigir trabalho. Significa assegurar que as atividades sejam desempenhadas em condições compatíveis com a saúde da empregada. Produtividade após o câncer: é preciso render como antes? Não necessariamente. A exigência de produtividade deve considerar as atividades contratadas, as condições efetivas de trabalho e eventuais restrições médicas. Uma mulher que concluiu a quimioterapia pode estar apta a retornar ao emprego, mas ainda apresentar fadiga intensa, necessidade de acompanhamento médico ou outras consequências do tratamento. Isso não significa que ela esteja automaticamente dispensada de cumprir metas. Entretanto, a empresa precisa avaliar se as cobranças são compatíveis com as limitações identificadas e com as normas de saúde ocupacional. A Norma Regulamentadora nº 7 (NR-7) prevê exame médico de retorno ao trabalho, antes de o empregado reassumir suas funções, quando o afastamento por doença ou acidente tiver duração igual ou superior a 30 dias. Nessa avaliação, deve ser considerada a necessidade de retorno gradativo. Portanto, receber alta para trabalhar não significa, obrigatoriamente, estar em condições de executar todas as tarefas anteriores sem qualquer restrição. A análise deve ser individualizada. Perda de equipe ou projetos após o retorno: alteração contratual ou discriminação? Essa situação também merece investigação. Imagine uma coordenadora que, antes do diagnóstico de câncer, liderava uma equipe, participava de decisões importantes e administrava projetos estratégicos. Durante o tratamento, outra pessoa assume temporariamente suas responsabilidades. Entretanto, quando ela retorna, descobre que perdeu a equipe, deixou de participar das reuniões e passou a executar atividades de menor relevância. O salário permanece igual, mas sua posição profissional foi profundamente modificada. Leia também APRENDA COMO CONSEGUIR A APOSENTADORIA POR INVALIDEZ NO INSSEssa mudança pode representar uma alteração contratual prejudicial ou até mesmo discriminação, dependendo das circunstâncias. O artigo 468 da CLT estabelece limites às alterações contratuais que provocam prejuízos diretos ou indiretos ao empregado, ressalvadas as hipóteses legais. É importante compreender que nem toda reorganização empresarial será irregular. A empresa pode redistribuir atividades por motivos legítimos. Entretanto, quando a retirada de responsabilidades acontece porque o empregador presume que a trabalhadora perdeu sua capacidade profissional em razão do câncer, a situação precisa ser examinada com cuidado. A doença não significa incapacidade permanente para liderar, tomar decisões ou assumir responsabilidades. Da mesma forma, uma adaptação necessária à saúde não deve servir como justificativa para excluir injustificadamente a profissional das oportunidades de crescimento. Restrição médica ignorada pela empresa: o que fazer? A trabalhadora deve procurar documentar suas restrições médicas e solicitar uma avaliação adequada das condições de retorno. Também é importante preservar, de maneira legítima, registros de cobranças incompatíveis com recomendações médicas, mudanças nas responsabilidades e comunicações relacionadas à sua situação profissional. Essas informações podem ajudar a identificar se houve descumprimento das normas de saúde e segurança, alteração contratual prejudicial ou alguma prática discriminatória. Dependendo da gravidade das condutas e das provas disponíveis, poderão existir medidas trabalhistas para proteger os direitos da empregada. Por isso, antes de aceitar modificações prejudiciais, pedir demissão ou adotar qualquer medida que possa comprometer o vínculo profissional, é importante procurar orientação especializada. Perguntas frequentes sobre trabalho após câncer Pergunta Resposta A empresa pode exigir as mesmas metas no trabalho após câncer? A empresa pode cobrar produtividade, mas as metas precisam ser compatíveis com eventuais restrições médicas e com as normas de saúde ocupacional. No trabalho após câncer, a avaliação deve ser individualizada, considerando as atividades contratadas e as limitações identificadas no exame de retorno. Quando o exame de retorno ao trabalho é obrigatório? Pela NR-7, o exame clínico de retorno deve ser feito antes de a empregada reassumir suas funções quando o afastamento por doença ou acidente durar 30 dias ou mais. Nessa avaliação, o médico também deve definir se há necessidade de retorno gradativo. Quem teve câncer de mama tem direito automático à redução de jornada? Não. A lei não garante redução automática de jornada, de metas ou mudança de função. O que existe é o dever do empregador de preservar condições seguras, o que pode exigir adaptações no trabalho após câncer quando houver restrições médicas relevantes. A empresa pode retirar

Testemunha trabalhista: como escolher e quem pode depor
Você entrou com um processo trabalhista, ou está pensando em entrar, e seu advogado pediu que indicasse pessoas que possam servir como testemunhas. É nesse momento que surge uma dúvida muito comum sobre a testemunha trabalhista: afinal, quem pode ser testemunha em um processo trabalhista? Posso chamar um colega que ainda trabalha na empresa? Um amigo pode testemunhar? E aquele ex-funcionário que também processou o empregador? Essas perguntas são muito mais importantes do que parecem. Em diversas reclamações trabalhistas, especialmente naquelas que envolvem horas extras, intervalos não concedidos, assédio moral ou situações que não foram devidamente documentadas pela empresa, o depoimento de uma testemunha pode ser fundamental para esclarecer o que realmente aconteceu durante o contrato de trabalho. Mas existe um problema: muitos trabalhadores confundem uma pessoa que deseja ajudá-los com uma pessoa que efetivamente pode contribuir para demonstrar os fatos discutidos no processo. Preste bastante atenção nesse ponto. Não basta encontrar alguém disposto a comparecer à audiência e falar a seu favor. É necessário que essa pessoa tenha conhecimento verdadeiro dos acontecimentos e reúna condições para prestar um depoimento confiável. Uma escolha inadequada pode enfraquecer a prova. Por outro lado, uma testemunha que acompanhou diretamente os acontecimentos pode ajudar o juiz a compreender situações que não estão suficientemente esclarecidas pelos documentos. Neste artigo, você vai entender como escolher suas testemunhas para um processo trabalhista, quem pode testemunhar, quais situações podem gerar impedimento ou suspeição e quais cuidados devem ser tomados antes da audiência. Qual a importância da testemunha trabalhista no processo? Para entender como escolher uma boa testemunha, precisamos primeiro compreender a função da prova testemunhal dentro de uma reclamação trabalhista. Quando um trabalhador procura a Justiça do Trabalho, geralmente existe alguma divergência entre aquilo que ele afirma ter acontecido e aquilo que a empresa reconhece. Imagine um motorista de caminhão que afirma trabalhar habitualmente das 5h às 20h, mas cujos registros de jornada apontam horários diferentes. Ou um motorista de ônibus que relata não conseguir usufruir integralmente do intervalo para alimentação porque precisava cumprir os horários determinados pela empresa. Em situações como essas, a análise dos documentos, dos registros eletrônicos e das demais provas é indispensável. Entretanto, dependendo das circunstâncias, pode ser necessário ouvir pessoas que tenham acompanhado a rotina de trabalho para esclarecer os pontos controvertidos. É justamente essa a função da testemunha: apresentar ao juiz informações sobre fatos que conhece, permitindo que ele avalie o conjunto das provas existentes. O artigo 818 da Consolidação das Leis do Trabalho estabelece regras sobre o ônus da prova. Isso significa que, conforme a natureza do fato discutido, cabe a uma das partes demonstrar aquilo que afirma, observadas as regras legais e as particularidades do processo. Por isso, a prova testemunhal não é uma formalidade. Ela pode ter importância decisiva em determinadas controvérsias, embora sua força dependa da credibilidade, da pertinência do depoimento e da avaliação conjunta das demais provas. Uma boa testemunha é aquela que conhece os acontecimentos relevantes para o processo e consegue relatá-los com sinceridade, sem inventar informações ou reproduzir apenas aquilo que ouviu de outras pessoas. Leia também APOSENTADORIA ESPECIAL DO ELETRICISTA: Veja como funciona e valor atualizadoQuem pode ser testemunha trabalhista? Em regra, pessoas que tenham conhecimento dos acontecimentos discutidos no processo podem ser indicadas como testemunhas, desde que não exista situação legal que comprometa sua capacidade, imparcialidade ou condição de prestar depoimento. Na prática, podem ser consideradas pessoas que trabalharam com o reclamante. Entretanto, a condição profissional da pessoa, isoladamente, não determina se ela será uma testemunha adequada. O mais importante é compreender como ela tomou conhecimento dos fatos e qual a relação que possui com o trabalhador, com a empresa e com a própria controvérsia. Vamos analisar algumas das situações mais comuns. Um colega que ainda trabalha na empresa pode ser testemunha? Sim. O simples fato de uma pessoa continuar trabalhando na empresa não a impede de testemunhar em um processo trabalhista movido por outro empregado. Essa é uma das dúvidas mais frequentes entre trabalhadores. Muitas pessoas acreditam que somente ex-funcionários podem comparecer como testemunhas. Isso não corresponde à regra jurídica. Imagine que você tenha trabalhado durante cinco anos como motorista de caminhão e esteja discutindo judicialmente o pagamento de horas extras. Um colega que realizava viagens com você, conhecia sua rotina e acompanhava seus horários pode ter informações relevantes, mesmo que continue empregado na transportadora. O vínculo de emprego atual, por si só, não torna esse colega impedido ou suspeito. É claro que existe uma dificuldade prática: muitos empregados têm receio de participar de processos contra a empresa em que trabalham. Esse receio precisa ser compreendido, mas não significa que o trabalhador deva pressionar o colega ou tentar convencê-lo a dizer algo que não presenciou. Além disso, é importante lembrar que a legislação trabalhista protege o comparecimento para depor em juízo nas condições legais. O artigo 822 da CLT prevê que as testemunhas não poderão sofrer desconto pelas faltas ao serviço ocasionadas pelo comparecimento para depor, quando devidamente chamadas ou arroladas. Também não é legítimo que a empresa pratique represálias ilícitas contra alguém simplesmente por prestar um depoimento verdadeiro. Entretanto, qualquer situação concreta de ameaça, pressão ou retaliação precisa ser avaliada juridicamente. Portanto, se a pessoa ainda trabalha na empresa, isso não significa que ela deva ser descartada. A questão central continua sendo a mesma: ela realmente conhece os fatos? Um ex-colega de trabalho pode testemunhar? Sim. Ex-colegas frequentemente são pessoas adequadas para prestar depoimento, principalmente quando trabalharam no mesmo período e acompanharam diretamente as situações discutidas no processo. Em determinadas circunstâncias, inclusive, o ex-empregado pode se sentir mais confortável para comparecer à Justiça do Trabalho, porque não mantém o vínculo profissional com a empresa. Entretanto, existe um cuidado importante. Não basta que a pessoa tenha trabalhado na mesma empresa. É necessário verificar se ela efetivamente conheceu os acontecimentos relevantes. Imagine que você esteja cobrando horas extras referentes ao período de 2023 a 2024, mas queira levar uma pessoa que saiu da empresa em 2022. Embora esse ex-colega possa conhecer aspectos


Se trabalho com eletricidade como autônomo, também tenho direito a aposentadoria especial?
Olá Estevão!
Obrigado pelo seu comentário!
Desde que você tenha tido exposição ao risco de tensão acima de 250 Volts, você tem sim o direito a aposentadoria especial.
No entanto, o caso do autônomo é um pouco diferente e bem mais burocrático.
Se tiver interesse, acesse o link abaixo, informe seus dados e então entraremos em contato para lhe orientar melhor.
https://materiais.lucastubino.adv.br/consultaprevidenciaria
Obrigado!
Boa tarde!!
Meu nome é Djalma e no meio do ano passado ajuizei ação de aposentadoria especial, pois sou eletricista, e não possuía todos os PPP's, juntei aos autos todos os meus contracheques desde o início da minha profissão, comprovando a minha profissão de eletricista e o recolhimento de 30% da periculosidade, o Juiz sentenciou e julgou improcedente meu pedido e reconheceu apenas o período que possuía os PPP's.
O que devo fazer??
Olá Djalma!
Veja com seu advogado a possibilidade de recorrer da decisão que julgou improcedente.
Caso não seja possível ou viável recorrer, tente providenciar todos os PPP e dê nova entrada.
Veja nosso E-book sobre aposentadoria do eletricista: https://materiais.lucastubino.adv.br/ebook-aposentadoria-eletricitario
Qualquer dúvida, estamos à disposição.
Ganhei em primeira instância a aposentadoria especial com pagamento de tutela antecipada, com a reforma corro algum risco em outras instacias.
Olá Jose. Se a ação for favorável, você terá direito adquirido e tudo deverá dar certo. Converse com o seu advogado e veja com ele os riscos do seu processo. Certamente ele está por dentro dos detalhes e poderá dar uma resposta mais adequada ao seu caso.
Queria saber se teve alguma mudança para aposentadoria dos eletricistas com a nova reforma da previdência, Obrigado
Olá!!!
Sim. Agora precisa ter uma idade de 60 anos e 25 anos de atividade perigosa/insalubre. Mas ainda tem um projeto de lei correndo no congresso para falar se terão direito ainda a aposentadoria especial.
Tenho 32 anos de trabalho (desde 1986) com tensão acima de 250 VAC (500kV, 69kV e 13,8kV). Já tenho os PPP e os laudos. Com a reforma da previdência promulgada, mantenho o direito adquirido para aposentadoria especial por eletricidade/periculosidade?
Olá Araujo!
Pelo que está sendo noticiado, o direito adquirido vai ser respeitado.
Porém, ressalvo que em outras ocasiões o INSS não respeitou o direito adquirido, razão pela qual estamos orientando que o pedido de aposentadoria seja feito antes do início da Reforma (obviamente, para os casos de quem já atingiu o tempo suficiente para a aposentadoria).
Se quiser enviar seus dados diretamente para nós para que possamos analisar o seu caso, acesse o link: https://materiais.lucastubino.adv.br/consultaprevidenciaria
Assine nosso canal no YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCl7-QmjlxzxQh2ya8tfBckA
Obriagdo!
Trabalhadores que tem apenas um período com atividade periculosas como ficará para somar ao final com a reforma.
Bom dia
Tenho 25 anos de como eletricista em uma empresa e a PPP consta somente o ultimo laudo com tensão acima de 250V , Trabalho desde 96 com eletricidade mas o ultimo laudo foi colocado dessa forma: 96 a 97 trabalhou como eletricista 1...
97 a 2015 como eletricista 2...
2015 à atual como eletricista de manutenção ...... com eletricidade até 380 Vca esse sendo o ultimo laudo consigo a aposentadoria especial?
Olá!!!
Sim. Agora precisa ter uma idade de 60 anos e 25 anos de atividade perigosa/insalubre. Mas ainda tem um projeto de lei correndo no congresso para falar se terão direito ainda a aposentadoria especial.
Tem que verificar seu caso.
Tem 12 anos que trabalho com periculosidade ( eletricidade) e 20 sem periculosidade, posso pedir aposentadoria por tempo de contribuição, levando em conta os 12 anos de periculosidade, ja que aumentaria meu tempo?
Olá!!!
Sim. Agora precisa ter uma idade de 60 anos e 25 anos de atividade perigosa/insalubre. Mas ainda tem um projeto de lei correndo no congresso para falar se terão direito ainda a aposentadoria especial.
Não poderá ainda, pois precisa cumprir os requisitos da nova lei.
Ola, Trabalho em uma empresa que energia fornecida pela concessionaria é de 13,800Volts mais temos um transformador que rebaixa para 127/220 Volts, tenho direito a aposentadoria especial?
Olá!!!
Sim. Agora precisa ter uma idade de 60 anos e 25 anos de atividade perigosa/insalubre. Mas ainda tem um projeto de lei correndo no congresso para falar se terão direito ainda a aposentadoria especial.