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Visão Monocular INSS: 4 Direitos Que Você Precisa Conhecer

Visão monocular INSS: saiba quando gera benefício, como provar seu direito e por que o INSS nega — e o que fazer após a negativa.

Se você tem visão monocular e está pensando em procurar o INSS, existe algo que você precisa entender antes de qualquer decisão — e ignorar esse ponto pode te custar tempo, dinheiro e até o próprio reconhecimento do seu direito.

A lei já reconhece a visão monocular como deficiência, isso não está mais em discussão. Inclusive, o STF deu validade para essa lei recentemente. O problema é outro. O problema é que, na prática, o INSS não reconhece esse direito de forma automática, e é exatamente aí que a maioria das pessoas erra, porque acredita que basta ter o diagnóstico para ter o benefício. Se você tem dúvidas sobre o seu caso específico, o melhor caminho é conversar com um advogado previdenciário especializado antes de qualquer pedido.

Preste bastante atenção nesse ponto.

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Voltando ao nosso conteúdo… Existe uma diferença muito grande entre ter o direito previsto na lei e conseguir fazer esse direito ser aplicado no seu caso concreto. E quando essa diferença não é compreendida, o caminho mais comum é a negativa do INSS, seguida de frustração e, muitas vezes, a desistência de um direito que poderia ser reconhecido com a estratégia correta.

Percebe como isso é importante? Isso muda completamente o cenário, porque mostra que não é apenas sobre a sua condição de saúde — é sobre como essa condição será analisada e provada.

Visão Monocular É Deficiência? O Que Diz a Lei

Vamos entender isso com calma, porque esse é o ponto de partida de tudo.

A visão monocular — ou seja, a perda da visão de um dos olhos — é, sim, reconhecida como deficiência pela Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) no Brasil. Esse reconhecimento não veio por acaso. Ele considera o impacto real que essa condição gera na vida da pessoa, especialmente na forma como ela se movimenta, trabalha e se protege no dia a dia.

Não se trata apenas de enxergar ou não enxergar. Trata-se de como essa limitação altera a sua relação no dia a dia.

Preste bastante atenção nisso.

Quem possui visão monocular tem redução do campo visual, dificuldade de percepção de profundidade e maior exposição a riscos em diversas atividades, principalmente aquelas que exigem atenção constante, precisão e noção espacial. Isso afeta diretamente a forma como você executa tarefas simples e, principalmente, atividades profissionais.

Mesmo que tenha se readaptado, e não perceba tantas limitações, ter a visão monocular ainda continua sendo uma deficiência. Isso muda completamente o cenário, porque reforça que a visão monocular não é uma condição “leve” — ela tem impacto real e reconhecido.

Visão Monocular INSS: Ter Diagnóstico Garante Benefício Automático?

Aqui está um dos maiores erros, e, talvez, o mais perigoso. A resposta para nosso título é: NÃO!

Ter visão monocular não garante automaticamente nenhum benefício no INSS. E eu preciso ser muito claro com você nesse ponto, porque muita gente toma decisões importantes baseada nessa ideia errada.

O INSS não concede benefício apenas porque você tem uma condição de saúde, ou por ser pessoa com deficiência. Ele concede benefícios quando essa condição afeta, de forma comprovada, a sua capacidade de trabalhar, ou lhe gera barreiras no convívio em sociedade.

E essa análise não é automática. Ela depende de documentos, de perícias e, principalmente, de prova bem construída.

Atenção redobrada nesse ponto, viu pessoal!

Duas pessoas podem ter visão monocular e ter resultados completamente diferentes no INSS. Uma pode ter o benefício concedido, enquanto a outra recebe uma negativa. E isso não acontece por acaso.

A diferença está na forma como o caso foi apresentado. Percebe como isso é importante? Ou seja, o direito não está apenas na sua condição — ele está na forma como ela é demonstrada, e nos requisitos do benefício desejado.

Benefício INSS por Visão Monocular: Em Quais Situações Você Tem Direito?

Nesse momento você entenderá comigo sobre o encaixe da visão monocular, e quais benefícios o INSS pode te pagar.

A visão monocular pode gerar direito a benefícios no INSS quando existe impacto real na sua capacidade de trabalho (isso para benefícios por incapacidade), mas também, quando traz impedimentos de longa duração e barreiras para você na sociedade (aqui para aposentadorias da pessoa com deficiência).

Isso pode acontecer de diferentes formas, dependendo da sua profissão, do ambiente de trabalho e das exigências da sua atividade. Um motorista, por exemplo, pode ter sua capacidade comprometida pela redução do campo visual e da percepção de distância. Um operador de máquina pode ter dificuldade com precisão. Um trabalhador exposto a riscos pode estar mais vulnerável a acidentes.

Preste bastante atenção nisso.

O direito não nasce apenas da doença. Ele nasce da consequência da doença na sua vida profissional. E isso precisa ficar muito claro, porque é exatamente isso que o INSS vai analisar. Percebe como isso é importante? Isso muda completamente o cenário, porque direciona o foco para o que realmente importa: o impacto funcional da sua condição.

Da mesma maneira, ao entender que a visão monocular, após determinado tempo, se transforma em uma deficiência. Aqui iremos entrar no campo de aposentadorias por conta da deficiência que você tem.

Aposentadoria por Visão Monocular: Como Funciona a Regra para PcD

Existe um ponto extremamente estratégico que poucas pessoas conhecem — e que pode fazer uma diferença enorme no seu futuro, ou até mesmo agora, enquanto lê o nosso texto.

A visão monocular pode permitir o enquadramento como pessoa com deficiência para fins previdenciários, conforme a Lei Complementar 142/2013. Isso significa, na prática, que você pode ter acesso a uma aposentadoria com regras mais favoráveis, com redução no tempo de contribuição. Bem como, redução da idade mínima para se aposentar.

Muitos trabalhadores passam anos contribuindo sem saber que poderiam se aposentar antes, simplesmente porque nunca analisaram essa possibilidade de forma técnica. E esse é um dos maiores erros que eu vejo na prática.

Percebe como conhecer seus direitos podem influenciar na segurança financeira? Isso muda completamente o cenário, porque transforma uma limitação em um fator que pode antecipar seu direito.

Mas calma, a aposentadoria da pessoa com deficiência pressupõe:

1 – IMPEDIMENTO DE LONGO PRAZO: ou seja, ter a deficiência por 2 anos ou mais.

2 – BARREIRAS SOCIAIS: deve ser demonstrado ao INSS quais dificuldades você enfrenta no seu dia a dia, em decorrência da visão monocular.

3 – TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO: você deve pagar o INSS. Não é pelo fato de ter visão monocular que terá direito a aposentadoria por tempo ou por idade no INSS. Aqui não estamos tratando do LOAS. O tempo de contribuição será reduzido em decorrência:

3.1 Grau de deficiência: deve ser demonstrado pela perícia médica e social se você tem deficiência leve, moderada ou grave.

3.2 Se é mulher ou homem: haverá redução do tempo de contribuição além do grau da deficiência, mas também sob o foco de quem está pedindo a aposentadoria da pessoa com deficiência.

4 – IDADE MÍNIMA: Na aposentadoria por idade da pessoa com deficiência, como está na legislação previdenciária, deve ter comprovado a deficiência (com visão monocular ou outra), por pelo menos 180 meses. Além disso, deve ter pago o INSS por pelo menos 15 anos. Não esqueça que a idade da mulher nessa aposentadoria é de 55 anos e do homem, 60 anos. Pouco importa o grau da deficiência.

Converse sempre com um advogado previdenciário para que veja: sobre cálculo do tempo de contribuição + idade + documentos médicos que você tenha. Converse com um advogado previdenciário e entenda sua situação concreta.

Por Que o INSS Nega Visão Monocular? Os Erros Mais Comuns

Agora vamos falar da realidade, sem filtro.

O INSS nega muitos pedidos envolvendo visão monocular não necessariamente porque o direito não existe, mas porque a análise é feita de forma limitada e baseada exclusivamente no que está documentado. E aqui está o grande problema: a maioria das pessoas não apresenta a documentação da forma correta.

Além dessa forma correta de documentos, há a necessidade de duas perícias. Uma delas com médico, e outra com assistente social. Vão avaliar pontuação mínima para cada uma dos graus da deficiência.

O INSS não conhece sua rotina, não conhece suas dificuldades e não sabe como sua condição afeta o seu trabalho. Ele analisa papéis e também, você. E se esses papéis não forem claros, completos e direcionados, a tendência é a negativa.

Não estar ciente disso pode comprometer todo o seu pedido.

Isso muda completamente o cenário, porque deixa evidente que o problema não está apenas na decisão do INSS, mas na forma como o direito foi apresentado.

visão monocular INSS direitos
advogado previdenciário orientando cliente sobre documentos para o INSS

Como Provar Visão Monocular no INSS: Documentos e Perícia

Aqui está o ponto mais importante de todo o processo, e de todo o nosso texto. Principalmente naquilo que resolverá suas dúvidas.

Contudo, sempre busque o apoio de um advogado previdenciário. Pois é com esse profissional que fará o cálculo do seu tempo de contribuição, bem como avaliará a documentação médica.

Você não precisa apenas provar que tem visão monocular. Você precisa provar como isso afeta a sua capacidade de trabalho, ou se já pode ser considerado pessoa com deficiência. E essa diferença é o que separa um pedido aprovado de um pedido negado.

Preste bastante atenção nisso.

Um documento médico genérico, que apenas descreve a condição, dificilmente será suficiente. É necessário que o laudo explique, de forma clara e detalhada, quais são as limitações, quais atividades são prejudicadas e quais riscos estão envolvidos na sua função.

Além disso, um documento médico mais antigo, poderá ser o pontapé inicial sobre a data da sua deficiência.

Isso muda completamente como o INSS e como seu advogado previdenciário irão avaliar qual benefício melhor se adequa ao seu caso, porque transforma a prova no elemento central do seu direito. Sem prova bem feita, o direito não aparece.

O Erro Mais Comum de Quem Tem Visão Monocular e Vai ao INSS

O erro mais comum é agir sem estratégia, e ir diretamente ao INSS sem antes uma análise correta do benefício mais adequado. Não basta ter a visão monocular e nem as provas. É necessário agir com precaução e estratégia.

A pessoa descobre que tem visão monocular, lê que isso é considerado deficiência e vai direto ao INSS fazer um pedido. Sem análise, sem planejamento, sem entender qual benefício é o mais adequado.

E o resultado, na maioria das vezes, é previsível: NEGADO!

O problema não é o direito. O problema é a forma como ele foi buscado. Percebe os riscos? Isso muda completamente o cenário, porque mostra que o momento de pedir o benefício precisa ser pensado — não improvisado.

Portanto, o melhor caminho inicial é realmente saber se possui direito.

Vamos supor que tenha ido sozinho no INSS pedir o benefício, e veio uma resposta desfavorável para você. E agora, o que fazer?

INSS Negou Visão Monocular: O Que Fazer Após a Negativa

Se o INSS negar, isso não significa que você não tem direito. Significa, na maioria das vezes, que o direito não foi demonstrado da forma correta.

Ou que mesmo demonstrado, há irregularidades na perícia médica ou na perícia social.

E aqui entra um ponto decisivo, saber qual caminho seguir.

Na Justiça, é possível aprofundar a análise, produzir novas provas e realizar perícia mais detalhada. Muitos casos que são negados no INSS acabam sendo reconhecidos judicialmente justamente por conta dessa diferença na análise.

Todavia, a minha sugestão em decorrência de nossos anos de experiência e prática é que se mantenha internamente no INSS. Ou seja, fazendo um recurso administrativo contra a decisão tomada pelo INSS.

Isso pelo fato de que, ao fazer um recurso administrativo, terá uma nova chance ainda dentro do INSS. Se for direto para a Justiça, pode perder essa nova chance e o perito do juiz falar que você não tem nem incapacidade e nem deficiência.

Nas duas situações, o apoio do advogado previdenciário é ESSENCIAL pois potencializa as chances de uma conversa mais técnica com os julgadores no INSS e na Justiça.

Atenção:

A negativa não é o fim do caminho. Ela pode ser apenas o início de uma análise mais técnica e estratégica. Isso muda completamente o cenário, porque impede que você desista antes da hora.

Conclusão: Seu Direito com Visão Monocular no INSS Depende de Estratégia

Se você tem visão monocular, não trate essa informação como algo isolado. Trate como um ponto de partida para entender seus direitos e, principalmente, para tomar decisões mais seguras.

A lei reconhece. Mas o INSS não facilita.

Preste bastante atenção nisso.

O seu direito não depende apenas da sua condição. Ele depende da forma como essa condição é apresentada, analisada e defendida. E uma decisão tomada sem análise pode gerar prejuízos permanentes, seja pela negativa do benefício, seja por escolher uma opção menos vantajosa.

Antes de qualquer pedido, antes de qualquer decisão, faça uma análise completa do seu caso. Entenda suas possibilidades, organize suas provas e escolha o melhor caminho.

Busque sempre o apoio de um advogado previdenciário especializado. Agende uma consulta com um escritório e descubra qual benefício se encaixa na sua situação.

Adv Denis Coltro
Adv Denis Coltro

Advogado Previdenciário desde 2014, inscrito na OAB/SP 342.968. Formado pela UNIFUNEC (Santa Fé do Sul/SP).
Advogado previdenciário e professor de direitoprevidenciário em diversos cursos de pós-graduação. Pos Graduado em Direito Material e Processual do Trabalho pela Escola Damásio de Jesus. Especializado em Direito Previdenciario no RGPS pelo Proordem Campinas. Coautor do livro de Direito Previdenciário. Palestrante.

Artigos: 352
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